Os dados são poucos, mas os que já existem dizem que Portugal é um país cansado. Dormimos pouco e mal, e consumimos muitos medicamentos para combater as noites em claro, ainda que as insónias possam — e devam — ser resolvidas de outra forma. Também a nível europeu é preciso mais informação. Cá, a Associação Portuguesa do Sono promete dois grandes estudos até 2021
Dorme o suficiente? A pergunta é tão simples quanto o nome do site que a faz, querodormir.pt. Esta plataforma foi criada em 2016 pela Associação Nuvem Vitória em parceria com a Associação Portuguesa do Sono, e pretende ajudar os portugueses a saber se dormem ou não as horas necessárias. O questionário é composto por 14 perguntas bastante simples, e em poucos segundos aconselha o utilizador sobre o seu nível de sonolência, seguindo a Epworth Sleepiness Scale. O teste não serve de diagnóstico nem substitui uma avaliação profissional, mas o site, além de vários artigos sobre o sono e a sua importância, permite pesquisar por médicos especialistas no tema.
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Um estudo intitulado “Comportamentos de Saúde dos Jovens Universitários Portugueses”, com dados referentes a 2016 e levado a cabo pela Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, concluiu que os estudantes do ensino superior dormem em média sete horas durante a semana e cerca de 8h30 ao fim de semana; e, apesar de só 6,3% dos inquiridos terem admitido nunca ou quase nunca dormir bem, 79% dizem dormir pouco — pelo menos às vezes — e 78% terem dificuldades em acordar de manhã.
in Expresso | 30/06/2019
O nosso mal é o sono