Educar é saber deixar que as crianças vivam o seu tempo para errar, não é procurar adiar a realidade, na esperança de evitar o erro.
Chamam-lhes “pais helicópteros”. Vivem a sobrevoar os filhos, a controlar os seus passos, a gerir as suas relações, a vigiar-lhes o caminho. Cerceiam-lhes a autonomia, impedem-nos de desenvolver competências sociais, comem-lhes o tempo de crescer. E o céu está cheio de helicópteros. Claro que há gradações para estes comportamentos, desde o “apocalypse now” dos pais superprotectores até aos pais a jacto que se multiplicam em voos rasantes, mas a figura dos pais vigilantes parece ser uma constante da sociedade urbana portuguesa.
in Público | 24/11/2019
O tempo deles